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17 julho 2014

Góis Oroso Arte 2014

    Ter participado com um trabalho nesta exposição anual, este ano também ligada às artes circenses, foi uma experiência indescritível e inolvidável para mim! Embora só tivesse podido ir no dia 12 de Julho, sábado passado, valeu a pena ! E lá saímos cedinho, os três colegas do Atelier Geraldes da Silva, o Álvaro, a Ana Maria e eu. Um percurso limpo até termos de apanhar a saída da A3 que nos levaria a Góis. Aí começou a nossa aventura por um Portugal desconhecido e muito mal sinalizado.  Por 100 metros de estrada cortada ao trânsito há perto de um ano! Lá fomos pedindo informações a vários "locals", digo, pessoas que íamos encontrando, mas parecia que íamos sempre ter ao mesmo sítio. Voltámos várias vezes à N6, saímos outras tantas, pois não havia qualquer indicação com o nome de Góis. Andamos pela Barragem da Aguieira, que é uma beleza e finalmente obtivemos a informação correcta, com nomes e tudo, num Hotel perto da Barragem. Quando vimos pela primeira vez a placa indicando Góis, espontaneamente batemos as palmas dentro do carro com um "até que enfim, Góis" num misto de alegria e alívio!!!
    O que nos esperava era uma surpresa muito agradável... um belíssimo parque junto ao Rio Ceira, onde se fazia arte ao vivo.
A minha primeira impressão do Rio Ceira! Depois foi o encontro com a Professora Geraldes estava a trabalhar a acrílico.
Depois serviu-nos de cicerone pela marginal; podemos ver várias praias fluvias de areal branco, com bastantes banhistas, pois estava um dia quente...
 
    Para mais tarde recordar!!! Pintura ao vivo e a Professora Geraldes...
 
 
 Neste grupo só falta a fotógrafa que depois foi apanhada de costas em conversa com a Professora.
 
 
      Uma caminhadinha à beira-rio para conhecer algumas das praias fluviais com areia branca natural. Até apetecia dar um mergulho!
 

   Também tive direito a uma fotografia com a Professora Geraldes, cortesia da Ana Maria.
No regresso  lá fomos almoçar na Residência dos Estudantes pelas 13 horas, que nos foi oferecido como artistas presentes na exposição! Que orgulho estar rodeada por artistas de várias artes!!!

    Impunha-se um cafezinho depois do almoço e lá fomos a pé até à Quinta da Avó Tomázia, passando agora pela parte antiga da vila...e descida junto ao muro de xisto até à beira-rio.

 

 
   Na esplanada junto ao rio, eu diria praticamente em cima das águas do rio, lá tomámos o merecido café e ficámos um pouco em amena cavaqueira. Mas como sempre não resisti e peguei na minha máquina e fui tirando fotos ao que me chamou a atenção, aliás como sempre faço! Nem as bogas(peixes de água doce, que eu conhecia das pescarias no Rio Paiva ainda no tempo do meu avó Gomes) escaparam!!!
 
 
 Virei a minha máquina para a magnífica e belíssima Ponte Real sobre o Rio Ceira. Possui três belíssimos arcos com contrafortes de estilo Manuelino, construída entre os reinados de D. Manuel e D. João III no Século XVI.
 
  
  
   A última e mais importante etapa era ir ver as nossas obras expostas, como devem calcular... Lá viemos a pé e dirigimo-nos primeiro para a parte mais alta da vila onde fica situada a Junta de Freguesia. Pelo caminho fui registando ... uma nora ainda perto do Rio Ceira, o  Largo do Pombal, o início da subida de uma rua completamente deserta e limpa, uns olhinhos que me observavam atentamente...
 

 
    Tivemos que esperar que nos viessem abrir a porta e enquanto esperávamos fui-me entretendo a fotografar... até que a bateria da máquina morreu!!! Fiquei muito aborrecida, mas o que me restava era pedir à Ana Maria que fosse tirando fotografias, que eu depois pudesse ter. Ficou combinado...


   Lá fomos ver o quadro do Álvaro e de outra colega das Quartas-feiras e seguimos para a Casa do Artista onde estavam expostos os artistas mais consagrados, incluindo a Professora.

 
    Faltava o Centro Cultural de Góis, onde estava exposto o meu quadro e lá fomos nós e pelo caminho fomos aproveitando para observar os traços antigos das ruas estreitas, a preservação das casas e as flores por todo o lado. Aqui estou a pensar que o meu Tuareg não teve muita sorte com o companheiro... Culture shock !!!

 

 À saída da Casa da Cultura encontrámos vários artistas das artes circenses e malabaristas a ensaiar para as suas actuações no Domingo.

 
   Passagens aéreas entre casas eram comuns antigamente, segundo li algures, na região centro onde neva e é montanhosa, havia lobos em grande número, que desciam  das montanhas para caçar por estas pequenas vilas e aldeias. Deste modo, os habitantes poderiam locomover-se pela aldeia ou aldeamentos sem o risco de serem surpreendidos e até de serem atacados por estes animais, que tinham a fama de serem comedores de homens. Hoje sabe-se que o lobo tem medo do homem e só atacará se em grupo e se se sentir ameaçado. Só a fome o fará descer até ao local que ele sabe poder encontrar que comer, perto do Homem. Depois de caçado quase até à extinção, o lobo tem sido reentroduzido e as populações ensinadas e ajudadas com oferta de cães pastores para a protecção do seu gado.
 
   Estas foram as últimas fotos que se tiraram e debaixo de um caramanchão!!! Foi preciso ir a Góis para ver um e na rua! Estava um senhor idoso na sua paz e sossego  lá sentado mas levantou-se de imadiate quando me ouviu dizer que não me ia embora sem me sentar debaixo daquele caramanchão. A Ana Maria tirou a primeira foto e o Álvaro a segunda,que ficou verdadeiramente verdadeira, desculpem a redundância...  eu só disse  " Vá lá, tira uma fotografia às miguinhas!!! 
 



   Com algumas peripécies no regresso - tudo por causa dos mesmos 100 metros de estrada cortada - lá viemos ter a Coimbra e andámos às voltas nos viadutos e rotundas (que nenhum de nós conhecia)e só à quarta vez é conseguimos seguir pela estrada certa para apanhar a A1.  
  Estou muito feliz por ter participado na minha primeira Exposição Colectiva - Góis Oroso Arte 2014 - e de ter tido a oportunidade de ver e comparar trabalhos de outros pintores.
  
Este era o Programa proposto para este ano:
 







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