Os quadros apresentados neste blogue são para venda, com excepção dos que estão marcados como colecção particular.
Pode contactar a autora por e-mail.

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09 fevereiro 2014

Mare Nostrum...

Alerta vermelho... vagas enormes... preia-mar pelas 15 horas... vento forte soprando com rajadas... tudo isto em conjunto levou-me sem hesitação a dar uma espreitadela à costa aqui por perto. Decidi ir ver como estava Vila Chã e o que vi e registei encheu-me de tristeza, pelo montante de estragos nos passadiços, as ruas cheias de areia chegando até às pequenas construções onde as embarcações são guardadas.

Esta construção ficou com os alicerces a descoberto!


Mas o meu destino era o Castro de S.Paio pois a formação rochosa permitir-me-ia, como aconteceu, ter uma visão mais globalisante da costa em redor. Não foi possível nem era aconselhável ir pé. Aqui sim, o mar fustigava as rochas com bastante violência. Fiquei salpicada de espuma trazida pelo vento cada vez mais forte mas lá consegui registar alguns belos momentos, que aqui  ficam.
 





 

07 fevereiro 2014

Curiosidades

Eis algumas fotos que fui tirando  há já algum tempo, sem qualquer ordem ou sequência. Por uma razão ou outra captaram a minha atenção.
Então aqui vão...

Réplica em tamanho natural de uma nau quinhentista ancorada em Vila do Conde, perto da Alfândega Real, agora transformada em museu.
 Ao contrário do que o poeta disse:"Lá vai a Nau Catrineta...que tem muito que contar..." Esta ficou e pode ser visitada.


 
 Belo exemplar de cão "Serra da Estrela". Aqui ficou o registo da sua espantosa expressão enquanto me afastava. Amigo, não fiques triste porque qualquer dia volto para te visitar!!!
 
 
 Fósseis marinhos na lousa que cobre o muro da minha casa na aldeia. Proveniente da exploração perto de Arouca. Também exite no local um Museu dedicada aos fósseis de Estalabites, que vale a pena visitar.

Já não me recordava de ver uma mulher de pescador vestida assim...

 
Baixa-mar em Vila Chã revela a beleza destas formações rochosas que fazem
parte da história do nosso planeta!

 
Sem comentário!
 
 
Este talhão de terreno em plena cidade até já tem a respectiva Caixa do Correio... o que falta mesmo é a construção!!! 
 
 




02 fevereiro 2014

O fascínio do Mar...

 
   Antes de mais quero confessar que o mar exerce em mim um fascínio, esteja ele calmo, agitado ou em fúria, como tem estado ultimamente.
  Assim sendo e  aproveitando uma aberta no tempo, fui até à praia de Labruge para andar um pouco no areal da parte norte até ao Castro de Sampaio. Tal como sempre levei a minha Nikon, companheira de tantas caminhadas e valeu a pena o que vi e pude registar!


Mar bem encapelado na sua teimosia
de vir espraiar-se na areia da pequena praia 
Vista sobre o promontoriozito sobre
o qual se situa o ponto mais alto
do Castro de Sampaio.

   É bem visível a força e o fascínio  desta "luta" entre os vagas e a força do vento teimando em empurrá-las de volta!
   Chegada próximo do meu objectivo há que regressar pois o tempo começa a fazer algumas "caretas" lá para Sul...


Belíssima panorâmica sobre o Castro de
Sampaio visto da praia
      

Tal como acontece nas dunas, nem as
hortaliçazitas estão a salvo!
 E finalmente dois achados que achei curiosíssimos: um tronco de árvore bastante grosso, como muitos outros que vemos depois de tempestade no mar, e uma pintura na rocha.Quanto à figura esculpida no tronco é mesmo macabra pois representa uma "sereia", ou melhor, o seu esqueleto, de forma rudimentar. Mais um mistério por resolver "à la C.S.I.".
   Quanto à segunda, pensei logo na figura do Adamastor, da obra de Luís de Camões "Os Lusíadas" por estar junto ao mar e com aquele olhar esbugalhado, mas esse velho  nunca existiu... Então só pode ser arte rupestre moderna!!!



O Adamastor de Labruge???
 
O mar tira mas também devolve...
 

   




31 janeiro 2014

I´m back...

   Este 1º mês de 2014 tem-me trazido realização, alegria de conviver com pessoas diferentes, de mudar de ares, enfim! Não... não mudei nada na minha vida, fiz sim algumas adaptações e tomei uma decisão fundamental : se não estás bem... muda-te e foi o que eu fiz. Não sentia há muito tempo o entusiasmo de pintar a pastel seco - não há amor como o primeiro! Estou muito satisfeita pelo apoio que a Professora me deu neste primeiro mês, pois a tarefa a que propus foi acabar 3 trabalhos que se encontravam encostados há muito tempo por várias motivos.
   E lá fui seguindo os passos e as novas técnicas sugeridas pela minha professora, embora o que estava em pior estado fosse o último a ser trabalhado. Eu pretendia ir usando aos poucos cada vez menos o realismo de alguns dos meus quadros anteriores, porque os retratos assim o exigiam, mas também ver e aprender outras técnicas mais soltas de usar o pastel e obter ainda melhores resultados.  
Unveilled...
Pastel seco, 68x92cm c moldura




 Trabalho iniciado com a intenção de treinar o desenho do rosto e  as suas tonalidades. Mas apenas consegui acabar o rosto e o resto vinha só com uma primeira camada de pastel.
Foi-lhe dado um fundo com vários tons para  realçar a luminosidade  e  usando algumas das tonalidades misturadas na camisola e na capa. Esta é apenas a fotografia do trabalho antes de emoldurado.













Wild Mustangs of Utah,71x91cm,pastel seco 
  A ideia para esta pintura surgiu de uma campanha contra o abate de cavalos selvagens com metrelhadoras em helicópteros no Utah, USA. Além de ter assinado a petição, não sei se serviu de alguma coisa na altura, mas resolvi perpetuar a beleza destes cavalos descendentes dos antigos cavalos levados pelos Espanhóis, mustangs, e dos autóctones usados pelos Americanos Nativos.
 Aproveitei a falta de alguma nitidez da imagem do cartaz para aprender a pintar usando o contraste sombra-luz. O trabalho ainda por realizar estava todo em realçar os pontos de luz nas cabeças dos cavalos usando tonalidades mais diversa das que aparentemente estavam na foto. Eliminei algumas sombras imperceptíveis na parte de baixo do quadro para dar mais realce aos cavalos em segundo plano.O fundo do quadro deveria revelar mais os momentos da aurora e que aproveitei para dar alguma densidade ao céu. Gostei muito do resultado final.


Arara Azul da Amazónia
Pastel seco, 80x67cm c/ moldura
  Este trabalho vinha apenas com as zonas da plumagem em primeiro plano marcadas e delineadas com as cores que serviriam de suporte e as outras áreas apenas marcadas a pastel incluindo o bico. E assim ficou por um bom par de anos e ressurgiu agora que eu senti que tudo tem remédio e é possível. Apesar de estar bastante maltratado, com ajuda preciosa da minha actual Professora lá aprendi que não precisava nada dos lápis de pastel para as penas da cabeça,olho e bico. É tudo uma questão de esbater para misturar as cores e não me importar de lavar as mãos com muita frequência! Estou muito orgulhosa dos meus trabalhos e em especial porque têm vindo a revelar um percurso positivo do meu ponto de vista!




   Decididamente estou de volta ao Pastel Seco!!!
   

24 janeiro 2014

À descoberta...


Pegar no carro e seguir para norte, sempre pela orla marítima, pode ser apenas um revisitar de lugares já conhecidos mas sempre apreciados ou significar uma pequena aventura, pois o desconhecido está ali mesmo a meia dúzia de metros... Foi assim que descobri a existência do Reserva Natural do Litoral Norte - uma faixa de orla dunar, que se estende desde Esposende à foz do Rio Neiva e Apúlia.
   Os estuários dos Rio Cávado e Rio Neiva ajudam a preservar todo o sistena de dunas desta faixa de orla marítima e que se diferencia do resto da costa de praias de areia fina.
   Esta faixa apresenta um conjunto de praias de seixos que desempenham uma função vital na retenção das areias e na defesa da costa. Na baixa-mar podem ser vistos elementos geológicos - recifes, afloramentos de xistos e quartzitos-, cujo aumento tem sido notório por causa dos processos erosivos que têm vindo a afectar a costa, da subida do nível das águas do mar, da diminuição do areal, da gradual degradação das dunas desde os anos 1970s até recentemente.     




   Em algumas zonas do litoral a norte da cidade de Esposende as praias apresentam uma grande densidade de seixos (godos), cuja presença, embora não agradável para os banhistas que
pretendem usufruir do areal e do banho no mar, acaba por desempenhar um papel fundamental na
retenção de areia e na defesa da costa.
 

Passadiço de acesso à praia
Início do trilho pedestre pelas dunas




 


Estes trilhos pedestres também podem ser usadas para observação da fauna e da flora predominantes nesta faixa costeira.


Informação da flora típica das dunas
e do relevo e respectiva sequência das
diversas plantas
Informação das diversas actividades 
permitidas ou não nesta área
Este acesso à praia, idêntico a muitos outros não me fez prever o que me esperava ... seixos (também chamados godos) e mais seixos das mais variadas tonalidades,tamanhos e feitios!

Foi um encantamento para os meus olhos o que vi ao chegar ao fim do passadiço!!!


Esta é a ligação do areal da duna  e dos seixos
da praia através de uma planta rasteira
Visão da praia de seixos para o início da
duna, onde são notórias as diferentes plantas
Os seixos são de tamanhos variados mas
  os que se encontram junto à rebentação
são bem bem mais pequenos mas do
mesmo tipo
 

As formas e o colorido destes belos seixos
arrebataram-me!
 Tive que as fotografar mais de perto
 

Este é o cenário deslumbrante  das chamadas
Praias dos Seixos e que se estende até à Foz do Rio Neiva



   Depois foi um saltinho, de carro, é lógico, até à Foz do Neiva mas não consegui chegar à foz do rio propriamente dita, a que recordo  como tendo de carregar tudo a pé para atravessar as dunas e um extenso areal  onde o rio se encontrava com o mar espraiando-de pelas areias douradas. Agora, e já lá vão algumas décadas, a paisagem sofreu muitas alterações e o resultado é o mesmo das outras praias  dos seixos.Voltarei...
  

             





25 novembro 2013

E os Romanos também andaram por Angeiras...

Informação disponível no local
    Resolvi aproveitar uma destas belas tardes solarengas de domingo e  fazer o percurso entre Labruge e Angeiras pelo passadiço já arranjado, depois do temporal de há dois ou três  anos.  Assim pude documentar um pouco da vida que existe na foz do Rio Onda.

Mas não há bela sem senão! Do lado oposto à foz, deparamo-nos com o rio de uma cor pardacente embora translúcida e uma grande quantidade de taínhas, peixe conhecido por buscar alimento perto de descargas de esgotos, alimentando-se calmamente perto da saída de água do que eu penso ser uma pequeníssima estação de tratamento de esgotos. E pensar que há três ou quatro décadas atrás este rio estava morto!!!
O banho das gaivotas!
O festim das taínhas!
 
                                



   
                                                                                                                             
Continuando em direcção a Angeiras, meu objectivo principal era ver "in loco" as escavações realizadas na praia e que revelaram a existência de tanques usados para a salga de peixe pelos Romanos num passado longínquo dos quais tinha ouvido falar há já algum tempo num programa de televisão sobre história desta região.
 Sabe-se que uma das mais primitivas formas de conservar alimentos é através do sal, facilmente obtido em zonas costeiras e piscatórias como esta.
 
Informação no local

 






    Foram feitas réplicas do mesmo tamanho e feitio para que se preservassem as originais e dar a conhecer a dimensão do achado arqueológico.
  
   Os tanques originais foram fotografados e enterrados novamente para não se degradarem e construídas réplicas à escala e  em igual número para poderem ser visitados por todos. Apenas fotografei a informação sobre as antigas casas de mar mas existe também no mesmo local uma réplica de uma dessas casas.
Informação local
 
 
 
 

11 novembro 2013

De volta à arte!


             Saboreando a sombra,67x82cm,
             pastel seco c/ moldura

Já lá vai algum tempo desde que apresentei trabalho de pintura e isto porque a minha escolha dos temas tem vindo a ser mais exigente no sentido de me familiarisar com outros tipos de materiais. 
Assim sendo, o primeiro quadro deste ano foi pintado a pastel seco macio em barra e lápis representando um elemento importante da nossa fauna - o veado vermelho português, também conhecido por cervo.       
 
Companheiras,68x87cm,óleo c/
moldura
Este segundo quadro foi o que me levou mais tempo a pintar, por ter menos prática a usar óleo. Aprendi muito ao longo do tempo que despendi até ao momento em que assinei o quadro. Representa em primeiro plano a "leader" do grupo, a égua castanha, e a sua melhor amiga.
O trabalhar sem pressas e com atenção aos pormenores, são as minhas armas e com elas consegui vencer o medo  de falhar e, claro, ouvindo e seguindo os conselhos do professor.
A minha hipermetropia também me dificulta a tarefa de calcular as distâncias correctamente, ver detalhadamente muitos dos pormenores e nuances mas não será certamente o que me fará  desistir ...    
                                                     
Incondicional love ,70x87cm,carvão
c/moldura
E agora o meu último trabalho realizado a carvão...
 É bem verdade que ser avó é ser mãe duas vezes!