Os quadros apresentados neste blogue são para venda, com excepção dos que estão marcados como colecção particular.
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05 abril 2014

Um par de botas


   Com esta Primavera escondida, mais a parecer Outono- chuva persistente e temperatura abaixo do normal para esta época do ano, não me tem sido fácil sair para caminhadas mais longas e para fotografar. No entanto, aproveitando uma abertazinha  num destes domingos passados, fui até Ver-O-Mar para esticar as pernas e ver o mar! Esta vila fica a norte da Póvoa do Varzim e geralmente atravessámo-la pela estrada que segue para norte. Fui até á beira-mar para andar no passadiço e estava tudo muito calmo... o regresso pelo centro da vila, porém, ofereceu-me algumas surpresas e como devem calcular lá tive que tirar algumas fotografias!

Aproveitando o sol ...
 
Há que aproveitar o que há...

  
Belíssimo exemplar de Pastor Alemão!!!




Jovem Chinese Shar-pei

 
 



   Estes cães são caracterizados por terem rugas profundas e a língua azul escura. São, por vezes teimosos, voluntariosos e muito possessivos em relação ao seu território. Pertencendo ao grupo de cães de guarda, devem confraternizar desde muito jovens para combater essas características. Ladram pouco, apenas quando brincam ou ficam preocupados. São muito independentes. Quando vi este Shar-lei ao vivo lembrei-me logo do anúncio do calçado Hush-puppies...

Masseira bem aproveitada!
   Durante algum tempo interroguei-me o que havia de fazer às minhas botas de caminhar já "carecas", digo, sem aderência nas solas? Porque não fotografá-las e depois pintá-las?! Aproveitei o facto de estarem todas sujas de terra e de estar uma bela manhã de céu azul e lá tirei algumas fotografias.
   Esta foi a escolhida e aqui está o resultado!!! Chamei-lhe Finish Line!
 

Finish line...
Pastel seco 75x57 cm c/ moldura

22 março 2014

Puro amadorismo!

Ontem foi Sexta-feira e parecia que regressáramos aos dias outonais... mas a verdade é que já é realmente Primavera. Diria que o bom tempo ainda não está firme...Tempo chuvoso e temperaturas a descer, segundo os "experts" do tempo! Não pude realizar a minha habitual visita social às minhas "amigas". É claro que me refiro às éguas que costumo fotografar...
Dezembro 2011
Por isso, resolvi rever algumas das minhas fotografias mais antigas e fiz uma pequena selecção das que considero dignas de mostrar aqui tiradas entre os anos 2011 e 2013...
Maio 2011

Dezembro 2011



Julho 2011




Setembro 2011
Janeiro 2012
Fevereiro 2012
Maio 2012
Março 2012







Junho2013






Maio 2013

Abril 2013

Abril 2013

 

Apenas esta poldra das fotos de Abril de 2013 ainda se encontra por lá. A partir de agora é que começam a chegar novas "inquilinas"...

16 março 2014

Equine beauty



   Antes de mais nada, quero apresentar as três "belezas" que chegaram realmente na semana passada. O meu intuito é sempre de fotografar e desta vez  foi mesmo um prazer travar conhecimento com as três éguas. São muito escuras e parecem gémeas mas depois de estarmos por perto existe realmente diferenças de tom. Cá para mim devem ter sangue dos nossos garranos, pois de perfil fazem lembrar as características das representações pré-históricas dos antepassados dos garranos e dos cavalos do Sorraia, estes sim de tom acinzentado  e ainda circunscritos à zona do Rio Sorraia e agora protegidos.
As três " misses"



 
 Voltando ao meu assunto, tirei algumas fotografias...







  Reparem bem agora em cada uma delas individualmente  ...


 
 
   Mas a minha visita foi curta ; no entanto reparei que o meu amigo  estava atento aos movimentos no campo em frente e resolvi também fotografá-lo. Aqui vai...  

          
    Está agora sempre no seu posto de vigia junto ao portão. De vez em quando lá chama pelas éguas que, como devem calcular, estão mais interessadas em comer do que num poldro de 2 anos  já a querer parecer um cavalo!!! Coisas da natureza!!!


 

08 março 2014

Já cheira a Primavera!

   Ontem foi um dia ideal para visitar as minhas "amigas" éguas. E lá fui eu, munida da minha máquina fotográfica, ao princípio da tarde... Neste momento estão três no campo, duas já minhas conhecidas, e uma branca, já adulta, que passou o inverno por cá. Ainda lá fui logo a seguir ao Natal para ver os dois poldrinhos, um macho e uma fémea, que ficaram, mas o terreno onde estavam  era um verdadeiro lameiro e por pouco não fiquei enterrada até aos joelhos!!! Já nessa altura o macho mostrou sinais de agressividade, sem no entanto se aproximar muito; mas a eguasinha veio ter comigo e ambas matámos saudades.
   Após tantos meses sem poder passar por lá, receei que houvesse alguma reacção menos amistosa mas mal comecei a falar, aproximaram-se logo da cerca e começaram por cheirar as minhas mãos. Então soube que me reconheceram e até a égua branca veio ter comigo e deixou-me fazer-lhe festas. Só depois é que fui ter com elas ao campo.
Notei muitas modificações nas éguas mais novas, uma irá fazer 3 anos nos finais de Abril e a mais nova fará 2 para finais de Maio.
 Aqui deixo algumas das fotografias que lhes tirei.



Embora pareça acastanhada, não sou...
 Tal como as outras, adoro um bom banho
 de lama ...

 
Tive de ser separado do grupo pois tornei-me mais agressivo.
Gosto de morder e dou muitos coices...para o ar!
Coisas de um jovem cavalo!!!


 










 
 
 
 
Estas são as duas éguas mais novas.

   Esta mudou o tom do seu pêlo para mais claro, dentro de um tom  Chestnut.
Esteve o tempo todo a tentar morder a minha saca e os cordões das sapatilhas. Está, no entanto, mais calma.


A de baixo mostra-se mais forte e mais alta, mas continua muito manchada. Lembro que a mãe era branca, cor do pai incógnita, quando nasceu era completamente preta no primeiro mês; foi ficando com um tom de castanho acinzentado e,quase aos  dois anos, tem uma mescla de manchas...

 



 Cá para mim é cor de burro quando foge...                                      
            

  
É por isto que eu gosto de ir até ao campo!!!





                               Aqui vai um beijinho especial das duas pequenas!!!






 



                                                             E também do Faísca!!!
 
   Com a chegada de mais 3 éguas na passada sexta-feira, não preciso de mais nehum pretexto para lá voltar para a semana!!!

28 fevereiro 2014

Sahara...

   Desde que vi no cinema o filme "Lawrence of Arabia" com Peter O´Toole, em cinemascope, há muitas décadas atrás, o deserto e as suas cores e personagens ficaram para sempre gravados na minha memória, sem falar na imagem de um Peter O´Toole completamente vestido de branco à nómada, moreno e com aqueles olhos azuis... E ainda sinto o encanto e o mistério do Sahara. E dos Tuaregues, com as suas vestes brancas ou pretas e os seus turbantes, se assim lhes posso chamar, azul anil, mais claro ou mais escuro. Quatro metros de tecido fino azul chegam para proteger a cabeça de um tuaregue, deixando apenas visíveis os olhos; assim se protegem do sol, ventos e tempestades de areia. No entanto, o corante azul vai sendo absorvido pela sua pele, dando-lhe um tom azulado. Por isso são também conhecidos por Homens Azuis.  
   Assim sendo, esta é a minha mais recente pintura a pastel seco ainda sem moldura. Chamei-lhe Tuareg.
 
TUAREG, 59x75cm, pastel seco
 
    Os Tuaregues  são um povo Berbere composto por pastores semi-nómadas, agricultores e comerciantes. A sua sociedade é bastante hierarquisada e matriarcal. A mulher tuaregue goza de bastante liberdade e pode até pedir o divórcio se assim o entender. No passado controlavam a rota das caravanas no Deserto do Sahara; são os principais habitantes da zona sahariana do norte de África, distribuindo-se  pelo sul da Argélia, norte do Mali e Niger, bem como no noroeste da Líbia e do Chad. Outrora aguerridos na defesa do vasto território que utilizavam, são mais pacíficos hoje. Muitos fixaram-se em cidades dependendo do comércio de artefactos e do turismo, outros mantém o seu ancestral modo de vida com muitas dificuldades.
    Não posso deixar de mencionar a importância do antigo Rally Paris-Dakar, de 1978 a 2008, ao dar a conhecer ao mundo,  nas suas diferentes edições, esta parte de África.
 

21 fevereiro 2014

Sempre o mar

 
   Há um ditado bem antigo que diz "Gaivotas em terra, tempestade no mar", pois eu diria "Mar tempestuoso, barcos em terra..."  Compreende-se a razão pois os barcos são os instrumentos de trabalho destas pequenas comunidades piscatórias do litoral norte.
 



Ofir, há algumas semanas atrás... O posicionamento das embarcações atraíu a minha atenção pela beleza do seu colorido mas mais pela sua posição lado a lado... Parecia que os barcos estavam prontos a largar para uma corrida!


 
 
 Vila Chã também pôs a salvo as suas embarcações, embora alguns dos locais escolhidos sejam curiosos... No centro da sua praceta podem-se ver as armadilhas artesanais para a apanha do polvo e marisco, bem como as redes.





 Mas onde estão os barcos? Pois ficaram "estacionados" na via pública como se pode ver nas duas imagens que se seguem procurando a segurança das construções contra a força do mar.

 






 Esta embarcação até está amarrada ao pilar da casa! É visível a quantidade de areia que o mar arrastou até aqui...



  



Enquanto estas duas mais pequenas ficaram encostadas ao pequeno peredão que separa o areal da via pública. Duvido que a protecção seja muito eficaz neste caso.

   "A necessidade aguça o engenho", lá diz o ditado, e estes são bons exemplos  disso mesmo. Apreciei imenso a forma como estes pescadores sempre tentaram e continuarão a tentar minimizar os estragos que sempre advêm de tempestades no mar. O mar tanto lhes dá a sobrevivência como pode destruir o seu ganha-pão.
   O mar... sempre o mar...

17 fevereiro 2014

Mindelo Revisited

   Não sei se algum dia a praia do Mindelo voltará a ser o que era! A praia que eu recordo tinha dunas bastante altas e com um declive pronunciado no acesso à praia. E um extenso areal de areia fina. Não era a zona de praia propriamente dita, mas um pouco mais para norte, em frente da última casa  junto à zona protegida, e que por sinal está em muito mau estado porque abandonada... Aqui fica o meu registo fotográfico do que vi...
 
 
Foto tirada do mesmo local  tendo à direita a zona protegida com vista para norte.
 
Caminhando na direcção do sul, é notória a ausência de dunas e os arenitos que serviam de base a essas mesmas dunas estão aos poucos a escoar-se por entre as pedras ...
 
 
 
 
 
 


A corrosão dos arenitos é bem marcante nos três deslisamentos aqui visíveis.

 
 
 
  
 
                                     Olhando para Sul...



Este rochedo está visivelmente mais próximo da praia e pode ser possível chegar perto dele na baixa-mar, o que era impossível há duas ou três décadas atrás!
 




Estas aves pequenas chamam-se Gaivinas , popularmente chamadas Andorinhas do Mar. São migratórias mas ficam sempre algumas por cá, e há vários tipos. Já as havia fotografado em Vila Chã e são mais visíveis na preia-mar. Estas estão a tomar o seu banho de sol!


Aqui fica um grande plano. Repare-se que, tal como as gaivotas, é Palmípede (nome científico- Sterna Minuta).
 
Não posso finalisar esta mensagem sem confessar que tive de perguntar a um pescador o nome daqueles passarinhos que fotografara nas rochas. O velhote olhou para mim, disse que eram gaivinas e sorriu.
O saber não ocupa espaço. sempre ouvi dizer!!!